Parte 1 Analise o texto que se segue.
Analise o texto que se segue.
As representações sociais da velhice são construções operadas por cada sociedade que remetem para diferentes configurações de valores consoante o contexto histórico e que divergem consoante a classe social, o género ou a religião. (…) No contexto das sociedades industrializadas a velhice surge associada a um problema social decorrente de vários factores, entre os quais o impacto compulsivo da reforma, o desaparecimento da família nuclear, o impacto da industrialização e da urbanização, o aumento dos índices de mobilidade demográfica e social (Fennel Philipson e Evers, 1993). Segue-se que, numa lógica de maximização do lucro os velhos são caracterizados pela sua improdutividade, sendo o seu isolamento institucionalizado desde o século XIX com a criação de espaços específicos para os mesmos, como sejam os asilos, agora lares. A velhice passa a ser encarada como uma doença social.
Haim Hazam (1994) refere que a perspectiva da velhice como um problema social pressupõe que os velhos são despersonalizados do seu trajecto de vida e dos seus quadros sociais de referência. Esta perspectiva legitima projectos e políticas que tratam aqueles que são velhos como uma categoria homogénea, um grupo humano distinto, para o qual são criados programas e espaços separados do resto da humanidade. Um segundo pressuposto refere-se ao domínio económico: a velhice é perspectivada como uma categoria não produtiva, remetendo os velhos para uma posição socialmente marginalizada, legitimando uma imagem de dependência face à sociedade envolvente.
(…) [Verifica-se a existência de] quadros e imagens sociais sobre a velhice que condicionam a experiência daqueles que envelhecem. A ausência ou desvalorização de significado social rejeita e oprime os indivíduos, causando sofrimento. A sociedade rejeita o velho e não oferece nenhuma sobrevivência à sua obra. Perdendo a força de trabalho, ele já não é produtor nem reprodutor (Bosi, 1995: 77). Patrícia Matos, 2004
1.1. Descreva a imagem social mais generalizada face à velhice.
1.2. Confronte esta imagem com o conceito de sabedoria.
1.1 Descreva a imagem social mais generalizada face á velhice.
Em geral a velhice é vista de uma forma degradante e preconceituosa.
A nível físico, existe uma degradação que muitas vezes não é aceite nem pelos velhos, nem pelas famílias, que os abandonam, uma vez que só dão trabalho passando a ser um estorvo. Quando a própria família os vê dessa forma, mais natural é ainda que a sociedade assim os considere também.
A velhice nas sociedades actuais é cada vez mais penalizante, sendo que todo é, sempre mais importante a nível social.
Na sociedade actual a velhice é vista como um encargo social, sendo que os velhos já não produzem, e vivem economicamente da sociedade, tendo apenas benefícios, mas esquecemo-nos que foram eles a população activa e a sociedade económica, até então.
A sociedade deveria ter obrigação de se organizar para que o envelhecimento, para ser encarado por todos como uma fase natural da vida, sendo que estes construíram a sociedade em que se inserem. Quando a velhice não é trabalhada de forma organizada por parte da sociedade, tornando a própria sociedade, em estado degradante.
As sociedades industrializadas, estão em crescimento global, mas não olham bens para os problemas sociais que afectam esse vêem a alguns prazos a travar esse mesmo crescimento, sendo que, pensam só na evolução económico-social, e não estão estruturalmente organizadas para evoluir socio-culturalmente.
A velhice deverá ser por todos nós, encarada como uma nova fase da vida, pois “Velhos são os trapos”.
1.2 Confronte esta imagem com o conceito de sabedoria.
A velhice seria uma mais-valia sendo uma cooperação entre parte, onde pressupõe coerência e democracia, bem como, partilha e interacção de diversidade cultural directa e constante durante formação cívica, ética da sociedade. A nível social a velhice, deveria ser mais bem aproveitada, sendo vista como uma mais-valia para a cultura e o saber.
Na velhice existe sabedoria, existe experiência, conhecimento da vida. É aqui, nestas pessoas que os conhecimentos culturais estão mais vincadas, podendo ser grandes potenciais de ensino durante os processos aprendizagens dos mais novos, se “exploradas”, seria também uma forma valorizar estas pessoas, valorizando também a cultura e a própria sociedade.
A qualidade de conhecimentos adquirida e uma mais profunda aprendizagem, seja qual for as origens étnico-culturais de cada indivíduo, o importante para a vida social e cultural é fomentar uma melhor abordagem sobre as diversidades e comportamentos culturais de cada um, para uma melhor, vivencia e convivência social entre todos, sejam crianças, jovens ou velhos. Sendo que na velhice está a sabedoria da vivencia, a experiência de vida.
A velhice deveria ser vista como a “liberdade”, a plenitude de uma vida com actos sociais de responsabilidade, sendo vista como o culminar de uma nova etapa, onde a identidade de cada um continua intacta socialmente. Nesta fase da vida existe uma experiencia de vida social, de educação moral e cívica, um desenvolvimento social, emotivo e cognitivo de alto reconhecimento.
As pessoas de idade já aposentadas, deveriam ser estimuladas a algo, para não se sentirem inúteis, sendo que até então, foram o presente e o futuro da sociedade, assim deviam ser reconhecidas e imputadas para algo que as refizesse para uma vida activa, dando-lhes postura de contínua confiança e de porte a nível social. A velhice deviria ser vista e entendida a nível sociocultural, como uma construção social da cultural, reflectindo-se sobre várias e possíveis representações sobre esta.
A velhice é uma visualização exterior, não necessariamente interior. Sendo para mim o importante a confiança e o espírito pessoal.
Bibliografia:
- Levi, Arrigo (1999). Saber manter-se jovem: a velhice pode esperar / Arrigo Levi; trad. Maria Bragança. Lisboa: Editorial Presença, (Conviver; 7).
Parte 2 – Analise do texto que se segue.
Os saberes detidos pelos adultos são multiformes e de diferente natureza, não se limitando àqueles que resultam da sua trajectória escolar e profissional, alargando-se também aos saberes constituídos nos diferentes contextos de vida das pessoas. Existe sempre uma relação de recomposição entre as aprendizagens que decorrem da formação formal e as aprendizagens adquiridas pela experiência, numa dinâmica de construção de competências.
(…) As competências resultam da combinação de saberes de diferente natureza, que os sujeitos mobilizam na acção, através de um processo que é integrativo, finalizado e contextualizado. A dinâmica do desenvolvimento de competências deve ser entendida a partir da articulação entre as aprendizagens adquiridas formalmente (cursos de formação) e o percurso existencial do sujeito (Turkal, 1998, Dominicé, 1998). Assim, se as aprendizagens escolares e académicas ganham sentido com a experiência, as experiências ganham igualmente sentido na sua articulação com essas aprendizagens formais.
(…) As abordagens construtivistas do desenvolvimento de competências evidenciam o carácter socialmente construído dos saberes, ressaltando que esta construção é sempre contextualizada, em termos pessoais e sociais. É indissociável do sentido atribuído pelo sujeito, da motivação, das expectativas e das finalidades percebidas.
O processo de construção de competências é distinto da aquisição tradicional de saberes: traduz um deslocamento entre um sujeito consumidor de formação para um indivíduo actor da sua formação e do seu percurso profissional (Merle, 1997). (…) A construção de competências implica um processo dialéctico entre acção e reflexão, entre a actividade e a sua conceptualização, (…) através do exercício reflexivo na acção, sobre a acção ou antecipando a acção.
A perspectiva tradicional da formação inicial, que procura preceder o trabalho, deixou de ser adequada aos desafios colocados nos dias de hoje. As profundas mudanças sociais, em termos gerais, e as do mundo do trabalho e das organizações, em particular, exigem a adopção de novos quadros de referência para a acção educativa. Ana Luísa Pires, 2008
A partir dos dados da Psicologia do Desenvolvimento sobre a aprendizagem na idade adulta, elabore uma reflexão sobre o seu próprio percurso formativo.
Parte 2
Durante as várias fazes da vida de um indivíduo e durante o processo de aprendizagem, são adquiridos vários saberes e conhecimentos.
Todas as aprendizagens são um processo de aquisição de conhecimento de normas e valores, que ocorrem pelo meio que envolve o indivíduo em processo de aprendizagem.
As aprendizagens são transmitidas culturalmente muito através da nossa vivência do dia-a-dia. A transmissão de conhecimento processa-se através do adulto como referência e exemplo para a criança. A criança não só aprende o que lhe é ensinado como conhecimento, mas também adquire aprendizagens dentro do contexto familiar e social em que está inserida.
As competências são desenvolvidas e adquiridas através de ralações pessoais e interpessoais, esta é construída e desenvolvida no decorrer do processo de aprendizagem. No processo da aprendizagem é necessário que o cidadão não só adquira informação e conhecimento mas também participe activamente na sociedade para obter experiência, concedendo-lhe criatividade, opinião e ajudando-o a desenvolver a sua identidade dentro da sociedade onde está inserido, cultura como factor de identidade, competências como factor de motivação.
A constituição que se estabelece com direitos e deveres dos cidadãos é, também a formação de cada indivíduo, a nível económico, político e cultural. Assim a escola tem um papel importante de formação e informação para a aquisição de conhecimento da vida social. Durante a acção educativa, são importantes e relevantes vários princípios na aquisição competências, de conhecimento e de desenvolvimento pessoal.
A confiança não pode ser imposta, mas reconhecida. A confiança não se conquista, cultiva-se, ganha-se… assim durante o processo da construção de competências, deve ser baseada na confiança para que seja conquistada a dadas a conquistar.
Devemos aprender, ensinar a aprender, viver e educar a viver. Ter confiança própria, viver com audácia, bom senso e sensatez.
Bibliografia:
- MOREIRA, A & Candau, V. (2003), Educação escolar e Cultura (s): construindo caminhos. Revista Brasileira de Educação nº 23.
Desenvolvimento humano
http://www.youtube.com/watch?v=onDXjErgAp8
Ficha de leitura do artigo “Diversidade e comportamentos juvenis: um estudo dos estilos de vida de jovens de origens étnico-culturais diferenciadas em Portugal”
Ficha de leitura do artigo “Diversidade e comportamentos juvenis: um estudo dos estilos de vida de jovens de origens étnico-culturais diferenciadas em Portugal”
O mundo em que vivemos tornou-se mais complexo e multicultural onde a diversidade, longe de ser uma ameaça, pode esta enriquecer-nos a todos, a pensar e a sentir de uma forma mais complexa e integrada.
A diversidade cultural está cada vez mais acentuada, em qualquer parte do mundo, com as emigrações e a procura de oportunidades sociais, valorização pessoal e familiar.
Assistimos a um crescente fenómeno global em que os grupos minoritários reclamam com mais intensidade o direito à diferença.
Este crescente multiculturalismo, faz com que, a sociedade que acolher uma diferente cultura se adapta e aceite essa cultura, assim como, a que se estabelece deve tentar também enquadrar com a cultura da nova sociedade em se esta a tentar inserir.
É, portanto necessário repensar o papel da sociedade, do estado e das instituições educativas e a acção dos educadores neste contexto económico, social e político, para que seja possível trespassar as desigualdades e exclusões. Sabendo da importância que representa hoje o diálogo entre comunidades tão pluralistas, a Comunidade Europeia incentiva todos os estados membros a participarem activamente na promoção de eventos, actividades e acções que efectivamente leve à aproximação entre os povos.
A cultura é desenvolvida e adquirida através de ralações pessoais e interpessoais, esta é construída e desenvolvida no decorrer do processo de aprendizagem. No processo da aprendizagem é necessário que o cidadão não só adquira informação e conhecimento, mas também participe activamente na sociedade para obter experiencia, concedendo-lhe criatividade, opinião e ajudando-o a desenvolver a sua identidade dentro da cultura onde está inserido, cultura como factor de identidade.
Sabendo-se que os jovens adolescentes estão em fazes de evolução e construção da sua identidade é importante que estes saibam, que estão dentro da esfera mundo, onde somos todos iguais, assim a igualdade de oportunidade será um direito de todo o cidadão. Como direito democrático que nos assiste, que os poderios de tudo o mundo não criem sociedades sem essa Educação.
Dotar os alunos de conhecimento relativos às diferentes vertentes do multiculturalismo, com vista a fomentar uma educação para os valores, para a paz, para a cidadania, para os direitos humanos e igualdade de oportunidades, para a educação anti-racista e anti-xenófoba, enfim uma educação multicultural.
A igualdade de oportunidades trará uma qualidade de conhecimentos adquirida uma mais profunda aprendizagem, seja qual for as origens étnico-culturais de cada indivíduo, o importante para a vida social e cultural é fomentar uma melhor abordagem sobre as diversidades e comportamentos culturais de cada um, para uma melhor educação e vivencia social entre todos.
Ao abordamos os assuntos com os jovens devemos ter em conta a sua personalidade. Sendo que estes, estão numa faz de construção e afirmação da personalidade e muitas vezes não querem ouvir. Acham que já sabem tudo sobre a vida e a forma como esta deve ser vivida, levando-os muitas vezes, a afirmar-se perante a sociedade de uma forma ilícita, consumindo drogas e usando a violência como forma de afirmação social, tentando mostrar que eles são superiores aos outros, não tendo discernimento para pensar que se estão a prejudicar a diminuir perante a sociedade.
Com a difusão da informação e as novas tecnologias, os jovens estão sempre bem informados de todo o que os rodeia.
Como educadores, devemos ter diálogos abertos com eles para que sintam confiança e abertura suficiente para questionar assuntos mais delicados. O diálogo e o respeito, criam emoções que por sua vez influenciam o que fazemos, assim devemos ter em conta as emoções e os sentimentos dos jovens, andam muitas vezes á “flor da pele”.
Os educadores e professores têm uma tarefa importante, no sentido de consciencializar os educandos para a responsabilização dos seus actos e formação de uma personalidade com capacidade cognitivas e sociais.
Como diz: Castro, Manuel Armas e Mª Armas Barbazán (2007), Violência na escola, pag. 39, “Para prevenir ou mudar estes problemas, temos que actuar com três elementos da inteligência criativa: os pensamentos, os sentimentos e o comportamento. É preciso tornar os pensamentos simplificadores racistas e machistas mais complexos, abrir o nosso egocentrismo à empatia, e agir com solidariedade de acordo com as necessidades e as causas dos outros.”
Incutindo-lhe a liberdade como acto de responsabilidade, e a crítica como forma construtiva e de formação da sua identidade e personalidade.
Desenvolver a sua formação intelectual para o conhecimento do mundo.
Bibliografia:
Revista portuguesa de psicologia (2001), 3 (XIX), Análise psicológica, pag. 345-364
Bizarro, R. (2006) (Org), A escola e a diversidade cultural. Lisboa: Areal Editores.
Castro, Manuel Armas e Mª Armas Barbazán (2007), Violência na escola, Marina Editores, Setúbal, (Saber para viver).
Questões
1. De que factores depende o desenvolvimento humano?
2. A partir de que momento da vida podemos considerar que o ser humano atingiu o auge do seu desenvolvimento?
3. Pode o educador moldar o desenvolvimento cognitivo do seu educando?
4. Como relaciona a psicologia com o desenvolvimento do ser humano?
5. A Comissão Europeia integrou as várias iniciativa educacionais e de formação debaixo de um mesmo tecto: o Lifelong Learning Programme – Programa de aprendizagem ao longo da vida – a decorrer de 2007 a 2013, substituindo os programas que finalizaram em 2006. Neste contexto, que importância têm estas iniciativas para o desenvolvimento humano em termos da população global de cada país?
Educação e Desenvolvimento
A psicologia do desenvolvimento para além de outros factores também está relacionada com a educação.
O desenvolvimento humano é um processo complexo, uma vez que cada indivíduo tem capacidades diferentes de adquirir conhecimento. Muitas coisas influenciam o desenvolvimento humano, desde o meio social em se este está inserido, a religião, a cultura, o seio familiar a que pertence e a educação que desta recebe.
A educação é muito além dessa aprendizagem, por isso temos que pensar na educação como uma aprendizagem social, cultural e familiar. É com tudo isto, que o indivíduo ganha conhecimento, evolui e se desenvolve.
Durante o processo de desenvolvimento a educação deve também estar direccionada para a cidadania, sendo que não podemos nem devemos esquecer as relações humanas, sociais, familiares, instituições ou organizações educacionais, entres outras, dado que são também muito importantes para o desenvolvimento do conhecimento.
Uma boa aprendizagem faz com que se adquira aptidões e conhecimentos, que deverão ter um carácter multidimensional.
Quando o conhecimento não é multidimensional, estamos perante uma aprendizagem onde indivíduo não conseguiu organizar o conhecimento que lhe foi transmitido e desenvolver competências sociais.
O homem influencia a sociedade e a sociedade por sua vez, influencia o desenvolvimento do homem. O indivíduo ao crescer dentro de uma determinada sociedade com a sua cultural própria vai, desde logo ter uma determinada conduta social. Cada pessoa tem a sua própria educação, sendo esta, que nos caracteriza e nos diferencia, uma vez que, mesmo dentro da mesma educação cada pessoa faz uma diferente evolução e organização dos conhecimentos.
O homem não é diferente apenas fisicamente, todos tem uma forma diferente de ver e viver a vida, mas estes também partilham muitas semelhanças.
A dualidade do ser humano faz com que o comportamento seja diferente de homem para homem, sendo que existe um comportamento paradigmático na relação físico espírito, que influencia a processo sensorial de cada um, o que implica que o desenvolvimento educacional também é influenciado.
Durante o processo cognitivo a capacidade de aprendizagem de cada individuo é diferente sendo que este vive experiencias e sensações diferentes do outro, tornando os comportamentos únicos em cada ser humano.
O desenvolvimento depende sempre do conhecimento adquirido por cada indivíduo e pela sua capacidade de se integrar no meio social.
A evolução da história trousse-nos uma nova aprendizagem. Uma aprendizagem e a educação mais diversificada, mais próxima de todos, com mais vias de educação, mas com menos sentido multidimensional. Notando-se que as raízes culturais de alguns povos estão-se a perder, devido a esta nova educação, tornando o desenvolvimento mais individual.
Se a evolução histórica e acontecimentos mundiais originaram uma grande evolução da liberdade e do sentido de oportunidade, certo é que trouxeram também a oportunidade para o sentido do poderio.
Cada vez mais verifica-se que o uso do poder político mexe com a estrutura social. O poder político mundial está cada vez mais, virado para o poder económico. O que com todo este desejo de poder, construi-se uma aprendizagem de conhecimentos, sem um conhecimento pertinente para a educação com tudo o que esta constitui, uma educação multidimensional e desenvolvimento humano.
O uso do poder muitas vezes não significa, uso de conhecimentos globais. O que cada vez mais se nota poderes construídos e não desenvolvidos. Construídos de opiniões e não constituídos pelo desenvolvimento de conhecimentos.
Durante a o processo de desenvolvimento humano e olhando-se para este numa perspectiva do Paradigma politico – económico dominante, verificamos que o individualismo neo-liberal, implica que o ser humano deverá ter uma visão liberal mas condicionante, isto é, ser liberal mas condicionando certas liberdades. O respeito pelos direitos humanos, é importante, tendo uma visão do seu desenvolvimento e da vida que assenta no trabalho, ou seja, cada um depende de si para mudar ou moldar o seu próprio futuro, tendo assim que tomar o seu destino em suas próprias mãos. A liberdade e a construção do progresso social, só serão conseguidas respeitando leis e regras políticas e económicas da sociedade adquiridas durante a educação e a seu processo de aprendizagem.
No processo da aprendizagem e de desenvolvimento cognitivo, é necessário que o cidadão não só adquira informação e conhecimento mas também participe activamente na sociedade para obter experiencia, concedendo-lhe criatividade, opinião e ajudando-o a desenvolver a sua identidade dentro da cultura em que está inserido.
O desenvolvimento humano também é a capacidade que o homem tem de se educar.
Psicologia do Desenvolvimento
“De pequenino é que se torce o pepino”
As razões de natureza cultural mais óbvias de aprendizagens são a referência da mãe ou do pai, seja qual for o seu padrão de identificação.
As aprendizagens são transmitidas culturalmente principalmente através da vivência do dia-a-dia. A transmissão da cultura processa-se através do adulto, que é referência e exemplo para a criança, adquirindo assim esta a aprendizagem do conhecimento que o adulto lhe transmite, não só aprendendo o que lhe é ensinado e que se transforma em conhecimento, como também adquirindo aprendizagens dentro do contexto familiar e social em que está inserida.
No seio familiar, onde decorre o inicio da descoberta do conhecimento e do desenvolvimento, como é o caso dos bebés, os educadores devem explorar todas as capacidades dos seus educando nomeadamente as capacidades visuais, motoras, memoriais, etc., e não os “abandonar”, entretendo-os com o que é mais prático para lhes facilitar a vida.
Os educadores devem ter o cuidado de seguir o que os seus filhos vêem, procurando saber o que estes pesquisam quais os seus interesse, para poderem aconselhá-los conversando e tentando educar para o melhor uso, de qualquer que seja a tecnologia utilizada, para os poder ajudar ao longo do seu desenvolvimento.
Quando nos referimos às novas tecnologias é necessariamente importante educar para o bom uso dos diversos media, que estão cada vez mais ao alcance dos mais novos. A televisão é um dos exemplos mais mediático, sendo este o que mais facilmente esta ao dispor de todos, até dos bebés.
Desde cedo a construção da identidade do indivíduo começa a ser construída e deverá ser acompanhada, para um bom desenvolvimento humano. Uma parte desta é a sua herança hereditária, de entre outras como a educação familiar, cultural, religiosa, social, politica, económica, etc.
Uma boa aprendizagem faz com que se adquira aptidões e conhecimentos, que deveram ter um carácter multidimensional e integração para que o indivíduo tenha um desenvolvimento social aceitável.
Quando o conhecimento não é multidimensional, então estamos perante uma aprendizagem onde indivíduo não conseguiu organizar o conhecimento que lhe foi transmitido, não conseguindo assim ter um desenvolvimento pleno.
Todas as aprendizagens são um processo de aquisição de conhecimento, de normas, de regras e valores, que ocorrem no meio que envolvem o indivíduo em processo de aprendizagem e desenvolvimento.
Quando falamos em educação, a tendência é a de pensar na educação como uma aprendizagem escolar.
O desenvolvimento humano depende também da capacidade de cada indivíduo para se adaptar e criar condições durante o processo cognitivo, uma vez que este processo de aprendizagem pode ser feito de forma individual ou universal.
Ao longo dos tempos ocorreram acontecimentos sociais que marcaram outras sociedades, gerando uma mudança educacional nessas realidades, que por sua vez foram influenciando mundialmente outras sociedades.
Assim, se observarmos, a evolução da história, verificamos que com ela existiu uma grande transformação educacional. O que não quer dizer que tenha existido uma evolução de conhecimentos adquiridos e aprendizagens culturais, assim como mais e melhor desenvolvimento individual de cada ser humano.
O poder político mundial está, cada vez mais, virado para o poder económico, construindo uma aprendizagem de conhecimentos sem um conhecimento pertinente para a educação com tudo o que esta constitui, uma educação multidimensional.
O uso do poder não significa necessariamente, uso de conhecimentos globais, notando-se cada vez mais poderes construídos e não desenvolvidos. Construídos de opiniões e não desenvolvidos de conhecimentos.
O homem que revela determinação natural da sua forma de viver e ver a vida, sempre numa perspectiva evolutiva e de conquista, sabe que dele depende a sua evolução e o seu desenvolvimento humano.
Num Paradigma humanístico – existencial da psicologia, tendo o homem uma visão de desenvolvimento pessoal, como que, para atingir o auge do desenvolvimento, terá que existir um esforço a todos os níveis. Sendo que esse esforço será “compensado” com um reconhecimento e com o qual atingirá a dignidade social.
O ser humano deve ser acompanhado desde a sua concepção, para que o processo de desenvolvimento seja progressivo e benéfico a nível individual e social.
Todo o homem é diferente física e mentalmente, age diferente, pensa diferente, mas um homem sem outro não tem a capacidade de se desenvolver nem evoluir social.
O ser humano está em constante desenvolvimento desde que, este é concebido.