Ficha de leitura do artigo “Diversidade e comportamentos juvenis: um estudo dos estilos de vida de jovens de origens étnico-culturais diferenciadas em Portugal”
1 01UTC Junho 01UTC 2009 at 14:56 Publicar um comentário
Ficha de leitura do artigo “Diversidade e comportamentos juvenis: um estudo dos estilos de vida de jovens de origens étnico-culturais diferenciadas em Portugal”
O mundo em que vivemos tornou-se mais complexo e multicultural onde a diversidade, longe de ser uma ameaça, pode esta enriquecer-nos a todos, a pensar e a sentir de uma forma mais complexa e integrada.
A diversidade cultural está cada vez mais acentuada, em qualquer parte do mundo, com as emigrações e a procura de oportunidades sociais, valorização pessoal e familiar.
Assistimos a um crescente fenómeno global em que os grupos minoritários reclamam com mais intensidade o direito à diferença.
Este crescente multiculturalismo, faz com que, a sociedade que acolher uma diferente cultura se adapta e aceite essa cultura, assim como, a que se estabelece deve tentar também enquadrar com a cultura da nova sociedade em se esta a tentar inserir.
É, portanto necessário repensar o papel da sociedade, do estado e das instituições educativas e a acção dos educadores neste contexto económico, social e político, para que seja possível trespassar as desigualdades e exclusões. Sabendo da importância que representa hoje o diálogo entre comunidades tão pluralistas, a Comunidade Europeia incentiva todos os estados membros a participarem activamente na promoção de eventos, actividades e acções que efectivamente leve à aproximação entre os povos.
A cultura é desenvolvida e adquirida através de ralações pessoais e interpessoais, esta é construída e desenvolvida no decorrer do processo de aprendizagem. No processo da aprendizagem é necessário que o cidadão não só adquira informação e conhecimento, mas também participe activamente na sociedade para obter experiencia, concedendo-lhe criatividade, opinião e ajudando-o a desenvolver a sua identidade dentro da cultura onde está inserido, cultura como factor de identidade.
Sabendo-se que os jovens adolescentes estão em fazes de evolução e construção da sua identidade é importante que estes saibam, que estão dentro da esfera mundo, onde somos todos iguais, assim a igualdade de oportunidade será um direito de todo o cidadão. Como direito democrático que nos assiste, que os poderios de tudo o mundo não criem sociedades sem essa Educação.
Dotar os alunos de conhecimento relativos às diferentes vertentes do multiculturalismo, com vista a fomentar uma educação para os valores, para a paz, para a cidadania, para os direitos humanos e igualdade de oportunidades, para a educação anti-racista e anti-xenófoba, enfim uma educação multicultural.
A igualdade de oportunidades trará uma qualidade de conhecimentos adquirida uma mais profunda aprendizagem, seja qual for as origens étnico-culturais de cada indivíduo, o importante para a vida social e cultural é fomentar uma melhor abordagem sobre as diversidades e comportamentos culturais de cada um, para uma melhor educação e vivencia social entre todos.
Ao abordamos os assuntos com os jovens devemos ter em conta a sua personalidade. Sendo que estes, estão numa faz de construção e afirmação da personalidade e muitas vezes não querem ouvir. Acham que já sabem tudo sobre a vida e a forma como esta deve ser vivida, levando-os muitas vezes, a afirmar-se perante a sociedade de uma forma ilícita, consumindo drogas e usando a violência como forma de afirmação social, tentando mostrar que eles são superiores aos outros, não tendo discernimento para pensar que se estão a prejudicar a diminuir perante a sociedade.
Com a difusão da informação e as novas tecnologias, os jovens estão sempre bem informados de todo o que os rodeia.
Como educadores, devemos ter diálogos abertos com eles para que sintam confiança e abertura suficiente para questionar assuntos mais delicados. O diálogo e o respeito, criam emoções que por sua vez influenciam o que fazemos, assim devemos ter em conta as emoções e os sentimentos dos jovens, andam muitas vezes á “flor da pele”.
Os educadores e professores têm uma tarefa importante, no sentido de consciencializar os educandos para a responsabilização dos seus actos e formação de uma personalidade com capacidade cognitivas e sociais.
Como diz: Castro, Manuel Armas e Mª Armas Barbazán (2007), Violência na escola, pag. 39, “Para prevenir ou mudar estes problemas, temos que actuar com três elementos da inteligência criativa: os pensamentos, os sentimentos e o comportamento. É preciso tornar os pensamentos simplificadores racistas e machistas mais complexos, abrir o nosso egocentrismo à empatia, e agir com solidariedade de acordo com as necessidades e as causas dos outros.”
Incutindo-lhe a liberdade como acto de responsabilidade, e a crítica como forma construtiva e de formação da sua identidade e personalidade.
Desenvolver a sua formação intelectual para o conhecimento do mundo.
Bibliografia:
Revista portuguesa de psicologia (2001), 3 (XIX), Análise psicológica, pag. 345-364
Bizarro, R. (2006) (Org), A escola e a diversidade cultural. Lisboa: Areal Editores.
Castro, Manuel Armas e Mª Armas Barbazán (2007), Violência na escola, Marina Editores, Setúbal, (Saber para viver).
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